
Mesmo que sintamos sinceras saudades,
Sabemos agora que o mundo é pequeno,
Quando se está a atravessar realidades,
Todo tornado parecerá vento ameno.
Um dia haverá a celebração da alforria,
Mesmo todos estando fisicamente separados,
Que possamos provar cada anestésica fantasia
Sem olhar para lugares passados.
Mesmo que sintamos falta fraterna,
Sabemos que páreas terminam se encontrando.
Por cidade, por mar, por floresta ou caverna.
Voando, correndo, ou pedalando...
Um dia haverá paz no pensamento
Ao provar e ter as estradas infinitas adiante!
Tropeçaremos no reconhecimento
Das liberdades conquistadas a cada instante.
Mesmo que sintamos saudades, é o momento das despedidas.
Incógnitos... Avante!
segunda-feira, 28 de dezembro de 2009
Despedida De Conluiados Incógnitos
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Lucas Altamar
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sábado, 26 de dezembro de 2009
Vingança Desnuda II

Niki só queria mostrar àquela dondoca como ela ficaria bem vestida com sua própria pele. E foi o que fez... Rasgou todas as vestes de grife e deixou a infeliz que antes estava usando também uma pele de raposa, nua à noite na rua da fria cidade. Uns jovens de classe média que nada tinham pra fazer pensaram que a dondoca escondida chorando atrás de um ponto de ônibus era uma garota de programa e a espancaram até a morte. E mesmo assim ela não conheceu todo o sofrimento da raposa que ela usava.
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Lucas Altamar
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sexta-feira, 25 de dezembro de 2009
quinta-feira, 24 de dezembro de 2009
Quereres Adquiridos

Chris sabia que tudo podia, e se importava e acreditava tão profundamente que podia modificar a realidade. Sabia que não havia uma programação para o seu curso, como se isto estivesse programado em seu intimo desde o nascimento. A vida não é passiva! O mundo é o que fazemos dele. E Chris sabia disso mais do que tudo, era o que queria ser a sua própria maneira sem se importar com o resto. Chris tanto quis que chegou o dia em que estava em satisfação completa. E então nada mais quis. E o nada Chris teve.
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Lucas Altamar
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quarta-feira, 23 de dezembro de 2009
Ensejo Constante
Eu desejo cada instante como se fosse o final de toda existência.
Eu beijo cada amante como se fosse de primordial essência.
Eu vejo vitalidade infante em tudo que faço como mortal eminência.
Eu almejo cada restante de vida como inicial reticência...
Eu desejo a existência!
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Lucas Altamar
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terça-feira, 22 de dezembro de 2009
Sentimentos Apáticos

Sentimos muito, mas não sentimos nada por vocês.
Que inflamam ser livres ao se aprisionarem em seu gênero, em suas condições “naturais”.
Sentimos muito, mas não nos faz sentido tal direção.
Talvez vocês nos achem arrogantes ou pensem que pensamos sermos melhores.
Mas é melhor para nós sermos os incógnitos que somos.
Talvez vocês nos achem irreais por realizarmos tudo o que propomos.
Isso não é uma simulação! Nós somos reais! (Eu sou real!)
Mas talvez vocês pensem que não somos.
Isso porque vocês acham a liberdade uma utopia.
Acham que jamais acharão a essência do que é ser livre.
Acham que é atuação?
Sentimos muito se vocês têm mania de serem inferiores ou abusados...
Sentimos muito se vocês querem igualdade excluindo e segregando...
E nem percebem a contradição de tais vontades...
Sentimos sim, que estamos através de tais idéias e ideais...
Se vocês acham que nos achamos melhores ou superiores por isso,
Talvez vocês devam rever o que sentem realmente sobre o que propomos e sentimos.
Será que vocês acham melhores nossas idéias?
Sentimos muito, mas se sua idéia de liberdade é isso...
Não sentimos NADA por vocês. E nada é nada...
Nem simpatia, nem antipatia.
Somente apatia.
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Lucas Altamar
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segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
Limites Temporais Pessoais

Ao mesmo tempo em que tempo não há para viver,
O tempo é só mais uma limitação que usam para fugirem do agora.
Para que se matar de tanto correr se o relógio sempre,
Sempre volta ao mesmo tempo.
O ponteiro volta ao mesmo ponto.
O tempo só é mortal para quem está vivo!
Então curta a vida, pois a vida curta é.
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Lucas Altamar
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domingo, 20 de dezembro de 2009
Páreo Reflexual

Quando se ama,
Tudo é possível.
E quando se ama a si mesmo,
É impossível amar mais outrem,
Do que o reflexo conceitual.
Quando se ama o pleonasmo,
É impossível não ser amado.
Como a si mesmo.
Ninguém se ama a esmo,
Nenhum orgasmo
Faz-se mais do que sexo...
É só completo reflexo.
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Lucas Altamar
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sábado, 19 de dezembro de 2009
Fronteira Da Expansão
Somos órfãos da imensa terra,
Sem abrigo e sem o calor dum ninho.
Somos órfãos de paz e de guerra,
Sem mapas, sem trilhas e sem caminho.
Somos além de mares e continentes,
Sem pátria amada ou bandeira.
Somos além de família e parentes,
Sem muros, línguas ou fronteiras.
Somos unidos na imensidão...
Sem residência, sem raízes e sem prumo.
Somos mais do que consangüíneo irmão,
Na resistência da eólica rendição...
Somos cosmopolitas sem cidade, estado, país e sem rumo!
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Lucas Altamar
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sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
Bandeira Da Expansão
Nossa bandeira é formada por um símbolo que não é físico. E mesmo que os símbolos nada profundo signifiquem para nós. Talvez o significado que faça entender melhor qual o contexto de nossa presença no espaço e no mundo.
Nossa bandeira que não é de tecido. Nosso símbolo que não é desenho. É um emaranhado de setas organizadas apontando para cada lado imaginável. Cada recanto. E onde estivermos no mundo, este símbolo que é mais do que uma idéia, também será nossa bússola!
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Lucas Altamar
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quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
Reconhecimento

Somos artífices da vontade,
Extensão de desejos vomitados,
Ruminantes de prazeres ilimitados,
Predadores e destruidores de limites e muros...
Somos crentes no êxtase,
Intenção de livre paixão inflamada,
Arquitetos de alamedas infinitas,
Eremitas e residentes do horizonte e do futuro...
Somos o que somos além de conceitos definidos,
E não há o que temer, nem por tempo nem espaço.
Sempre haverá tempo pra ser livre. Sempre haverá lugar...
E nós nos encontraremos. Reconheceremos-nos... Eu juro.
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Lucas Altamar
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quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
Era Uma Vez Um Sol Distante
Uma vez o Sol iluminou a Lua,
Uma vez eu me queimei...
Uma vez tudo incendiou em decadência crua.
Uma vez eu amei...
Uma vez o Sol caiu em rochedos da loucura...
Uma vez eu implorei...
Uma vez o Sol separou-se e fez a cura...
Uma vez eu sonhei...
Uma vez o Sol findou no horizonte distante...
Uma vez o Sol foi amado amante.
terça-feira, 15 de dezembro de 2009
Um Tanto De Resto (à Estamira)
Quando se percebe que tantos dos semelhantes
Vivem dos restos que dispensaram ao leu,
É impossível não sentir-se um montante,
De resto compactado em forma semelhante.
Quando se percebe produtor de tanto resto,
O resto parece maior do que o tanto útil...
Quando se percebe vivendo em tanto desperdício
O resto faz você se sentir um tanto inútil.
Quando percebemos que todo o resto é irreal,
As ilusões de necessidades parecem sacrifícios...
Quando se percebe não carecer nem do resto de resquício,
Libertar-se do moral irracional torna-se um vício.
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Lucas Altamar
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segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
Com Amor Profeta...

Você clama que teu profeta me ama,
Mas você me odeia por eu ser tudo o que você gostaria de ser;
Você me odeia por eu ser algo que foge de seu escravo juízo.
Você clama que teu profeta me ama,
E justifica isso ao me estuprar, me mutilar, me comer, me torturar...
Você me ama ao ponto de não me deixar desejar o mundo.
Você clama que teu profeta me ama,
Mas seu conceito de amor sempre está ligado ao seu pecado original
Um pênis, uma vagina, seios, bocas e um cú é o amor que você reconhece.
Você clama que teu profeta me ama,
Eu pergunto se ele sabe ler os jornais que noticiam constante e incessantemente
As desgraças das piores crueldades de todos esses outros amados.
Você clama que teu profeta me ama,
Mas que amor é esse que dá o direito de guerrear por paz?
Que amor dá o direito a destruição e a fome?
Você clama que teu profeta me ama,
E eu até poderia fazer o sacrifício em amar-te... Caso acreditasse eu em profetas.
E então... Você ainda me ama?
Espero que tenha pelo menos preservativos...
Não estou disposto a amar outro de mim.
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Lucas Altamar
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domingo, 13 de dezembro de 2009
O Sentido De Tudo

Um dia ela sentiu em um único momento arrebatador... E foi enquanto se masturbava na areia de uma praia deserta. Olhando para um coqueiro. Que aquilo era tudo o que realmente era real. Aquilo era o importante.
Ouvindo seus gemidos ecoarem nas ondas, o ar e a maresia nos lábios, o corpo a se completar duma essência jamais experimentada...
Um dia ela sentiu o sentido da vida e de tudo. Um dia ela se sentiu parte do tudo!
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Lucas Altamar
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sábado, 12 de dezembro de 2009
Até O Último Instante

Eu não teria como negar, mesmo que achasse piegas...
Eu sei que soubemos o que amar sem limites e sem regras.
Eu não teria como fingir, mesmo que fosse exímio ator.
Eu sei que soubemos o que é fundir ao limite conceitual de amor.
Eu não teria como comparar mesmo sendo imparcial...
Eu sei que soubemos o que é tocar além do corpo mental.
Eu não teria como omitir mesmo para salvar minha pele da necrose,
Eu sei que soubemos o que é se completar ao ponto de simbiose.
Sei que amado fui, e que no âmago, não morre o amor.
Eu sei que o Sol está somente do outro lado.
Um dia, mesmo que demore... Outro eclipse ocorre.
Eu te amarei até o ultimo instante...
Liberdade eu te amarei...
Até...
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Lucas Altamar
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sexta-feira, 11 de dezembro de 2009
Quem Sou Eu?
Quando chega o fim do dia, o vento sopra ao ouvido...
Não há mensagem, não há respostas... Só o vazio e a solidão.
E o isolamento adentra arrebatando os corredores do ego.
E a constante se faz em forma de questão...
Quem sou eu? Estou vivo, mas mudo surdo, cego...
Quem sou eu? Sem sentir a própria prisão...
Quem? Quem sou eu?
Quando chega o fim do dia sinto que não há fim...
Não há uma décima segunda ou vigésima quarta badalada.
O tempo faz as sombras me arrastarem para o oco jardim,
E uma pergunta se faz repetidamente calada...
Quem sou eu? Estou vivo, mas não sinto outro nem a mim...
Quem sou eu? Sem sentir a grade gelada...
Quem? Quem sou eu?
Quem?
Sou
Eu?
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Lucas Altamar
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quinta-feira, 10 de dezembro de 2009
Soldado Viciado

Sempre em minha mente
A interrogação se faz presente.
É sempre um presente
A constante dúvida eminente.
Só minha voz sussurra!
E é meu o olhar que denuncia.
A força de meu corpo é o que empurra
E a minha marcha mesmo que solitária se inicia.
Um soldado DeMente
Pronto a morrer pelo que importa finalmente.
Pela liberdade...
Minha pátria, minha bandeira, meu estado, a única droga que me vicia!
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Lucas Altamar
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quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
Fazendo Questão De Se Questionar

Se você faz densa questão assim
De que seus segredos sejam inomináveis pecados,
Morra no mais profundo segredo arcano!
Pois só pecados serão
Para os que conhecerem
Seus tão estimados mistérios!
Se você faz tanta questão assim
De ter culpas como vitais limites...
Morra na mais venerável santidade da pureza!
Pois só santos serão
Aqueles que não viverem,
Aqueles que não tiverem controle de sua vida.
Se você faz tanta questão assim
De ser o que querem que você seja,
Então porque está lendo isso e se ofendendo intimamente ?
Você faz questão de ser você? Então porque ainda responder?
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Lucas Altamar
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terça-feira, 8 de dezembro de 2009
sexta-feira, 4 de dezembro de 2009
Propriedade Paterna
O filho é seu,
Até o dia,
Em que ele sai de você!
Empós de então,
Ele é do mundo!
E só o mundo
Pode ensinar algo de expressivo.
Só o mundo poderá nutrir...
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Lucas Altamar
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quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
Recusa A Adormecer
Simplesmente nos recusamos a nos enclausurar,
Num sono que não se tem sonho nem fantasia.
Meramente porque já pudemos vislumbrar
O que é acordar e tocar a realidade que extasia...
Simplesmente nos recusamos estar adormecidos,
Perante o que o dia nos chama a experimentar,
Meramente porque esse faz sentirmos os sentidos...
O que é estar vivo em liberdade a se fermentar...
Simplesmente queremos estar constantemente despertos,
Mesmo que tudo adiante ainda pareça pesadelo,
O horizonte nos chama a conhecê-lo!
Os caminhos, assim como nossos olhos
E pensamentos libertos estão sempre abertos!
domingo, 29 de novembro de 2009
Vício Em Liberdade (Aos Amigos De Conluio)

Fazia parte de toda idéia, sermos diferentes.
Sabíamos que jamais nos igualaríamos ao resto.
Fazia de nossa parte não ceder nossos corpos e mentes.
Sabíamos que conseguir liberdade estava além de mais um protesto.
Fazia parte de nós não sermos parte de nada,
Sabíamos que se provássemos poder, seria nosso fim.
Fazia parte de tudo, não termos nenhuma pátria amada,
Sabíamos que se um lugar fosse nosso, para todo o resto seria assim.
Fazia parte de nosso acordo não acordar os sonhadores,
Sabíamos que nem todos vivem na culpa de se estar na realidade.
Fazia parte de nós não nos apaixonarmos por tais pecadores,
Sabíamos que a convivência corrompe quem ama tal comodidade.
Fazia parte de nós não sermos parte disso...
Sabíamos que estar livre seria mais do que difícil...
Um vício incontrolável de ser, estar e querer fazer tudo em liberdade!
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Lucas Altamar
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sábado, 28 de novembro de 2009
Um Dia... Quem Viver Verá!
Um dia chegará, e logo você entenderá que tudo o que eu não busquei me confortou mais do que seus móveis e imóveis.
Um dia chegará, e logo você lembrará que eu me arrisquei e vivi tudo o que me era oferecido pela vivacidade da vida.
Um dia chegará, e você logo verá que não percebeu nada mais do que o papel de presente, quando a vida é o presente em si.
Um dia chegará e você logo saberá que para mim não há diferença em ser enterrado ou jogado ao leu, enquanto você ainda pensa como será seu ataúde.
Um dia chegará e tarde demais será para largar tudo e mergulhar na essência do que é viver.
As vezes, pode ser doloroso, mas em contrapartida é por demais prazeroso.
Um dia você entenderá que a vida deve ser vivida extasiada, e não guardada.
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Lucas Altamar
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sexta-feira, 27 de novembro de 2009
Desmortos Conceitos

O seu conceito de morte é tão limitado e ambicioso quanto seu olhar acerca da vida.
O que você faria se pudesse redefinir seus conceitos? Mas que não pense só em você!
Afinal, nem só você está vivo, nem só você está morto. Nem só você está desmorto.
Seria ignorância nossa não chegar a um consenso sociopolíticocientífico do que é vida e o que é morte?
Pois saiba, não há tal consenso...
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Lucas Altamar
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quinta-feira, 26 de novembro de 2009
Vingança Desnuda

Niki participou de vários protestos e ações contra o uso de peles de animais. Até chegou a tirar a roupa em praça pública várias vezes. Isso de algum modo repercutia, mas miseráveis dondocas ainda usavam peles de raposas para se enfeitarem. Um dia ao passar em frente a um shopping se deparou com uma dessas fúteis figuras.
Com seu canivete em mãos Niki rasgou mais do que o casaco dela.
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Lucas Altamar
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