O Que O Corpo Sente É O Que A Mente Almeja

Posted: 22 de jan de 2008 by Lux Alt in
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Eu quero olhar para minha voz,
Vendo-a ser reproduzida aos quatro cantos
De todas as paredes de qualquer hospício miserável...

Eu quero que meus dedos entrem entre as coleiras e os pescoços
De qualquer ser aprisionado, sentir o destravar dos botões,
Sentir em minha derma a liberação completa de todos os corpos.

Eu quero sentir nas lágrimas a euforia da liberdade
Dos corpos alheios, não só o meu! A liberdade não é solitária...
Sentir-me acompanhado em êxtase em correr alheio ao mundo!

Eu quero ouvir meu nariz respirando um ar
Tão puro quanto qualquer fumo que me dê prazer,
E fazê-lo em qualquer lugar, sem querer que queiram viver eternamente.

Quero que meus sentidos sejam sentidos sem mais quereres mencionáveis,
Pois o querer e o desejo diferem nas alternativas de intenção! Somente...

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