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A
intimidade da desistência ficou guardada
Entre
os lábios cerrados em raiva amarga.
A
insistência em estar em companhia arruinada,
Na
vida cotidiana o peso por não ter carga.
Tanto da ausência inconsistente é mais real,
Do que todo o concreto vazio e fantasmático.
Quando se faz concessão à servidão sociocultural
É mais vital abandonar a vida do que ser apático.
Tanta necessidade por futilidades impostas,
Torna o humano o adorador de utopia etérea,
Facas nas costas por tanto mais da própria miséria.






