Insônia Da Insânia: Identidade
Posted: 30 de abr de 2008 by Lux Alt in
A vontade é de cuspir na face de quem mente o ego,
Mas ela já não sabe quem é real. Quem deixou de se ser?
E incompreensíveis questões surgem:
Quantas gotas de sangue são necessárias para matar a sede antes da queda?
Ela quer ser mais do que já foi no passado. Suja...
Foi bom construir uma historia uma realidade,
Tanto serviu para os atuais conceitos.
Conceitos pós-identitarios que negam qualquer moral.
Tudo é real, tanto quanto pode ser imaginado. Real!
E a inveja agora é algo que não convém. Não mais...
Ela sente raiva, mas seu ego é real ao caso da impotência.
Algum dia ela não precisará se humilhar a tal...
Algum dia ela terá uma identidade inabalável.
Não precisará se rebaixar ou se vender a quem não lhe corresponde,
Quem sabe... Um dia paradoxal de seu reflexo.
Ela segue pelo beco molhado pela chuva da lamúria. Está frio...
Nem sua sombra reflete na lama. Só o cigarro a acompanha.
Agora é tarde! Não adianta gritar pela esperança.
Ela quis seguir pelo lado mais escuro. Ela escolheu. O Nada.
Ao toque do botão mudou sua consciência para o reflexo.
De quem esperar lealdade se todos se vendem?
Nenhum projeto revelará a realidade neste plano,
Ela deve seguir por veredas solitárias para ser sozinha.
Ninguém lhe oferecerá um ombro ou um colo. Não mais.
Os olhos foram comprados. Com sexo e suor.
Talvez a falta de imaginação faça a queda amenizar.
Talvez não criando espelhos a identidade fique barata,
Em promoção tal qual a inflação não liquide,
Ela venderia a identidade pelo preço mais barato...
Pelo resto da vida em um cheque de liberdade.






























