Existências Mortiças

Posted: 30 de abr de 2013 by Lux Alt in Marcadores: , , , ,
0

Rastejando por entre realidades paralelas,
Arranhamos nossas cobiças,
Em libertárias celas.

O Mergulho - Poetronic Music Vídeo

Posted: 29 de abr de 2013 by Lux Alt in Marcadores: , , , , ,
0

Poesia originalmente publicada em 12/05/2009.
Poetronic Music originalmente publicada em 14/02/2013.

Vencendo Por Perdas

Posted: 27 de abr de 2013 by Lux Alt in Marcadores: , , , ,
0

Hamurabi buscava incessantemente vencer na vida em nome dos ideais da família, e por muito tempo se perdeu completamente. Perdeu mais do que os desejos. Escondia os sentimentos para não decepcionar ou ser rejeitado pelos pais e irmãos ignorantes e machistas. Quando esses faleceram em um acidente. Ao velório, Hamurabi chorava, não somente pelos entes. Mas por si, como o choro de quem acaba de vir ao mundo. Pela primeira vez sem ter que mentir para si, Hamurabi se sentiu vitoriosamente vivo.

Corpo De Lama - Não Costela De Barro

Posted: by Lux Alt in Marcadores: , , ,
1

Enquanto todos buscam uma costela para ser par,
Nós dilaceramos nossa própria caixa torácica!
Enquanto todos deixam de viver para não pecar,
Bradamos a liberdade como busca mais fanática.

Enquanto o sentimento de culpa corrói a mente,
Nós culpamos e fuzilamos cada senso de pudor.
Enquanto o resto do mundo quer morrer inocente,
Nossa conduta é viver o hoje em constante fervor!

Enquanto todos rejeitam a maçã proibida,
Nós fazemos salada sem ideias dietéticas.
Enquanto desejam a vida da retidão desvaída,
Nós festejamos a deformação dessa estética.

Enquanto tal fé se revolver em cáustico projétil,
Ainda haverá morte por quem diz que ama.
Enquanto esse ódio for cultivado do barro infértil,
Nós insurgiremos da mais pura, viva, ávida lama.
E cantaremos com qualquer falante réptil.

Dedicada a Theo Macedo
Foto: Helena Maziviero - da série "Essa nudez que te veste".

Fronteira Da Expansão - Poetronic Music

Posted: 22 de abr de 2013 by Lux Alt in Marcadores: , ,
0

Poesia originalmente publicada em 19/12/2009.

Opcional Intangibilidade

Posted: 20 de abr de 2013 by Lux Alt in Marcadores: , ,
0

Rita Maria casta e recatada abominava e repudiava o ato da masturbação. Não se tocava, por consequência, não se conhecia. Quando foi diagnosticada com câncer de mama, já era tarde demais até para os médicos poderem tocá-la.

Na Flor Resta

Posted: 17 de abr de 2013 by Lux Alt in Marcadores: , , , ,
0

Na flor resta
Observa o jardim urbano
O fim da raça humana.
Anigav da Silva (@putoeta)

Fatos Mundanos

Posted: 16 de abr de 2013 by Lux Alt in Marcadores: , , , ,
0

O mundo em estilhaços,
Guerra com nome de paz.
Recursos mais escassos,
Tanto de nada custa mais!

O mundo em desigualdade,
Ódio com nome de paixão.
Mais dor, menos liberdade,
Menos um pedaço de chão.

O mundo em amargura,
Por uma prisão confortável.
Tempo em troca de fartura,
Necessidades por descartável.

O mundo em caos vazio,
Morte em nome do progresso.
Fanatismo de ego doentio,
Mais e mais do mesmo excesso.

O mundo em derrota,
Por ganância vaidosa.
Sem janela, sem ar, sem porta,
Viral espécie perigosa.

O mundo em derrota,
Por ganância vaidosa.
Água e terra morta...
Atmosfera venenosa...
O mundo em derrota...

Resenha do “Lux Alt - Incognito EP” [2013] Por Anita E.

Posted: 14 de abr de 2013 by Lux Alt in Marcadores: , , , ,
0


               DOWNLOAD
Finalmente Lux Alt deixou de lado o ecletismo misto, ou compilou nesse movimento um pedaço singular da anatomia do Incognito com esse EP de preciosas harmonias esplêndidas. Algumas já conhecidas e resenhadas de álbuns anteriores e outras deleitosas inéditas. As considerações que fiz antes das cinco primeiras faixas continuam semelhantes.


Imagino agora quatro Lux andróginos em um palco mal iluminado cantando Live, Lust, Love, Life! Para abrir o EP. Uma faixa quase instrumental, sedutora e excitante.
Trabalhar Mata Parte II é de uma delicadeza áspera e sorumbática que faz entrar no coração e rever nosso julgamento de vida trabalhista. “Um dia a ficha cai, e tudo não valeu!” Isso continua martelando em minha mente por horas após ouvir a canção.
Libera Amo embalou muitas das minhas noites regadas a vinho e cigarro. Ela tem uma sensualidade íntima. Com a voz grave repetindo Libera... Amo! Parece um pedido e uma ordem! Fez-me ter orgasmos com essa quase instrumental! Imagino uma banda bem composta e Lux no vocal, mas lembro de que isso tudo é feito por uma pessoa só. É de impressionar!
Bullying, é uma instrumental espetacular. Possui duas melodias desiguais que ecoam encaixe, passando mensagens diferenciadas ou paradoxais. Tem um ar de ascensão. E ascende para Ensejo Constante que é possivelmente a melhor faixa. Cheia de instrumentos realísticos. Seguindo a fórmula de faixas anteriores. Impecável qualidade. Batidas marcadas, baixo imponente e contestador somando uma gaita que dá o charme hedonista que a poesia clama. Só não me agradou a duplicação da voz no clímax. Tirou a realidade do ambiente. Mas o resto todo é orgástico e faz qualquer ouvinte desejar a existência também.

   A letra de Deuses de Areia é agressivamente depressora. Contestadora e realista. Faz um questionamento direto ao deplorável estado cristalino das ideias de crença alheia. A melodia acompanha todo esse movimento. Somando uma sombria arrogância. Agradavelmente medida seguindo o EP.
Limites Temporais não se limita ao padrão meloso do resto da coletânea. Tem uma animação ímpar e impetuosa. E como não poderia deixar de ser, faz imaginar estrada viagem... Algo sem rumo. Há esse clamor melódico pelo hedonismo cáustico e emergencial. Há uma diferença no tom de voz de Lux, que não agrediu a letra, mas também não deu a merecida atenção à magnifica poesia.

E se desde as primeiras faixas, somos chamados a imaginar bares e boemia. Essa última peça abona e estabelece mais concretamente tal insinuação. Em Reflexos Identitários ouvem-se pessoas ao fundo do que seria um bar. Muito bem arranjada letra com a harmonia temos um final feliz de uma compilação digna. Sem arrogância ou vergonha.

E mesmo com toda essa imagem boêmia, esse é provavelmente o disco mais sóbrio de Lux Alt. A arte mais enxuta, menos apelativa ou densa se adequou bem entre o Incognito Vol.2 e o volume que procederá. Todos os álbuns valem a pena serem ouvidos. Mas esse EP está especialmente amarrado. Completo. Altamente recomendado.

Ideia Confortável

Posted: 12 de abr de 2013 by Lux Alt in Marcadores: , , ,
0

"Eu só quero que os cães defequem rodando em suas ideias de confortabilidade..."

Teoria Da Conspiração

Posted: 8 de abr de 2013 by Lux Alt in Marcadores: , , ,
0

Antes fosse imaginária teoria,
                                O que dia após dia...
                                                      Temos constatação.

Terrorismo Acidental

Posted: 31 de mar de 2013 by Lux Alt in Marcadores: , , , , ,
0

Se o seu ponto de vista está cego,
É melhor ser antes visionário.
Se imaginação não muda o cenário,
É melhor mudar mais o ego!

Terrorismo acidental...
Tudo se encaixa no final.
Se a vida é mortal... A morte é natural.
Terrorismo acidental.
Tudo se deslaça no final...
Se a morte é vital... A vida é conceitual.

Se seu conceito de amor é violento,
Arranque o próprio coração.
Se não há mais consideração,
Considere apatia sem ressentimento.

Terrorismo acidental...
Tudo se encaixa no final.
Se a vida é mortal... A morte é natural.
Terrorismo acidental.
Tudo se deslaça no final...
Se a morte é vital... A vida é conceitual.

Se pessoas são contra sua ideia,
Faça sua ideia ser inumana.
Mesmo em atrocidade cotidiana,
A loucura contrária é a melhor odisseia...
Antes ideia insana do que racional diarreia.

dEus Não Está Aqui 3

Posted: by Lux Alt in Marcadores: , , ,
0

Até nas superfícies mais remotas,
A presença de uma realidade irreal,
Há de continuar irreal.

O Conforto Da Escolha

Posted: 30 de mar de 2013 by Lux Alt in Marcadores: , , ,
0

Ela entrou no ônibus falando ao telefone, e mesmo entretida com o papo percebeu que havia apenas dois lugares disponíveis. Um ao lado de um rapaz de pele negra e outro ao lado de outro rapaz de pele branca. Ela escolheu sentar-se ao lado do rapaz de tez branca.
O ônibus parou perto de um parque esquisito. O rapaz de pele branca e bem vestido falou ao ouvido da moça: Vem comigo, ou eu te furo!
Antes de sair trêmula do ônibus, ela ainda olhou para o outro rapaz tentando pedir socorro, mas ele estava ocupado lendo “Mil Maneiras de Respeitar Mulheres”.


Microconto baseado nesse vídeo.

Dementia Praecox - Audiopoesia

Posted: 28 de mar de 2013 by Lux Alt in Marcadores: , , ,
0

Microconto originalmente publicado em 17/07/2012.

Aceite Ou Negue

Posted: 27 de mar de 2013 by Lux Alt in Marcadores: , , , ,
0

As fatalidades trazem sequelas certeiras,
E mesmo que o universo se encarregue,
As cicatrizes são verdadeiras!

Ruína Da Identidade

Posted: by Lux Alt in Marcadores: , , ,
0

Eu não sou isso! Eu não sou mais aquilo... Eu não sei bem quem sou... Eu sei que sou... Real.
Sei que sou real, Porque sei como é estar sonhando... Infelizmente, Isso não é mais um sonho. E...
Aos poucos a gente vai esquecendo-se de quem era ontem,
...
E a poeira livre vai se espalhando
Pela imensidão do planeta.

Quando Crescer

Posted: 26 de mar de 2013 by Lux Alt in Marcadores: , ,
0

Quando crescer vai querer voltar,
A um tempo de outros tempos.
Sem promessas, sem peso, sem preço.
Ao berço!

Sua imaginação será trocada,
Pelo induzido desejo de posse.
Tão efêmero quanto os sonhos de infância...
Ganância.

Quando crescer vai desejar a inocência,
Para não sentir tanta dor existencial,
Vai desejar a leveza da incerteza,
Pureza.

Sua moral será invertida ao egoísmo,
Pela pressão de sobrevivência,
Tão falsa quanto as sociais relações...
Subserviência!

Quando crescer vai querer ser maior,
E vai desejar voltar ao tempo passado.
Estará constantemente cansado...
Quando crescer vai querer ter usado melhor.
O tempo passado...

Apenas Em Casos Extremos

Posted: by Lux Alt in Marcadores: , ,
0


Sólidas Esperanças

Posted: 23 de mar de 2013 by Lux Alt in Marcadores: , , , ,
0

Entre as folhas amarelas,
Caem as lembranças
Dum ego póstumo.

Cultura E Imaginação - Poetronic Music

Posted: 21 de mar de 2013 by Lux Alt in Marcadores: , , ,
0

Poesia originalmente publicada em 23/07/2009.

Pedras Universais

Posted: 20 de mar de 2013 by Lux Alt in Marcadores: , ,
0

Vanuza era a primeira a atirar a primeira pedra quando o assunto era julgamento de moral e bons costumes. E enquanto ela estava à espreita observando a falta de moral e dum costume muito bom de um casal ao outro lado da rua, começou uma chuva de granizo que só a atingiu.

Padrão Natural

Posted: by Lux Alt in Marcadores: , , ,
0

Às vezes a realidade manifesta padrões,
Que nos liga ainda a sonhos remanescentes.
No mais, é insensatez notar padrões em tudo.

Relembrar É Morrer... E Matar

Posted: 17 de mar de 2013 by Lux Alt in Marcadores: , , , ,
0

Tudo que poderia ter sido,
Dentro do avesso atravessado,
E o que não foi pensado.
Além dos rios de reminiscências,
De segredos guardados além de irmandades,
Além do espelho quebrado, além do reflexo de desprezo.
E mesmo que tudo
Ainda esteja para acontecer,
O dia está apenas começando em algum lugar distinto.
Não mais há aforismos ou memórias suturadas...
Tudo foi cicatrizado.
Nenhuma morte,
Como nunca tivesse existido.
Apenas o tempo é capaz de ser atemporal.
Apenas o que foi vivo,
Poderia ter sido mortal.

Alma Simbiônica

Posted: 14 de mar de 2013 by Lux Alt in Marcadores: , ,
0

Quando ao reflexo, fé se atribui,
A cegueira se faz crônica,
Quão o espelho rui.

Pedaços Alheios - Poetronic Music

Posted: by Lux Alt in Marcadores: , , , ,
0


Poesia originalmente publicada em 30/07/2009.