Um
abutre sorriu para mim...
No
deserto árido e nebuloso.
Tantas
estradas rumo ao fim...
Nenhum
suspiro de sonho glorioso.
A areia
se dissipou em vento...
No deserto
das doces lembranças.
Alvitres
do melhor momento...
Em lama
sem forças ou esperanças.
O
escorpião me guiou pelo jardim,
Mostrando
a dor de ser rancoroso.
Sentimentos
ceifados como capim,
Sem mais
remorsos após o gozo!
Uma serpente ensinou-me danças...
No pântano do esquecimento...
Em meio a tempestuosas mudanças,
Tudo convivido em apático sentimento,
Tanto ressentimento por nunca se permitir alianças.