Não sou do tipo de vegan que se proíbe de
fazer algo que semelhe com origem animal. Como, por exemplo, já vi pessoa não comer seitan
pelo fato de parecer carne... Acho irrelevante a comida ter ou não tal aparência/sabor semelhante. Lembremos que produtos de origem animal quase sempre sofrem
processo de adição de sabor (com temperos e etc) e alteração de condição através
de temperatura. Assim como muitos pratos vegetais. Então vamos deixar de mimimi
de que isso parece com aquilo ou aquilo parece com isso.
Finalizando: Animal ou algo de origem animal não
se parece com comida e ponto final!
***
Ingredientes:
-
100 gramas de Sagu;
-
1 xícara de chá de shoyu;
-
Tempero para peixe (não é tempero de peixe heim!);
Modo de
preparo:
Cozinhe o sagu em água por 30 minutos. Mexa de
vez em quando para não grudar muito no fundo da panela. Vai ficar com uma aparência
gelatinosa e com um tipo de baba gosmenta. Escorra e lave até sair boa parte da
goma. Ponha em um recipiente e adicione o shoyu e o tempero para peixe. Mexa um
pouco para espalhar bem o tempero. Deixe descansar na geladeira por pelo menos
20 horas. E está pronto.
Mesmo tendo absorvido completamente todo o shoyu,
o sabor ficou suave e não muito salgado. A aparência é bem interessante. Dessa
vez quis fazer mais ou menos como da fonte que adaptei. Mas futuramente testarei
com mais temperos e sabores mais fortes.
Se o resultado ficou parecido com caviar? Como
vou saber... Nunca comi caviar! Contudo, segundo pesquisei... Caviar deve ser
comido gelado e com alguma massa seca de sabor neutro. Pode acompanhar algo
mais com um sabor intermediário. No caso, usei tofu. Ficou bem legal.
O fútil
terror do caviar:
“A fêmea de esturjão, capturada viva, é
transportada até uma mesa de metal onde é atordoada e lavada. O seu ventre é
então aberto com precisão, enquanto ainda viva (já que a sua morte liberta
toxinas nefastas para as ovas), sendo o saco de ovas extraído, lavado e
imediatamente pesado. Tradicionalmente a fêmea é depois morta e encaminhada
para processamento (com vista nomeadamente à comercialização da carne), embora
hoje em dia, particularmente com esturjões de aquacultura, seja cada vez mais
comum a remoção cirúrgica das ovas, assim permitindo que as fêmeas continuem a
produzir mais durante o seu tempo de vida.”
O sagu
brasileiro é feito de fécula de mandioca, que por sua vez é um subproduto da
moagem do tubérculo para a confecção de farinha.
Em todo o Brasil o sagu é mais empregado em
receitas doces, servido como sobremesa que também é chamada de Sagu, feito com
vinho, suco de uva, suco de laranja, suco de abacaxi, leite de coco, temperado
ou não com especiarias, gengibre e/ou ervas aromáticas. Não se descarta seu uso
em pratos salgados e sopas.
O sagu também é empregado no artesanato caseiro,
com adição de corantes, essências e fixador para sabonete e embalados em um
tipo especial de tecido para compor sachês perfumados.
Suas propriedades nutritivas são: cálcio, ferro,
fósforo, sais minerais e vitaminas do complexo B. Pode ser preparado com suco
de uva. É um alimento de fácil aceitação e pode complementar a alimentação das
crianças e dos bebês o ano todo.
Em duas colheres de Sagu:
Valor
energético: 114
Carboidratos:
28g
Curiosidades
Nos Estados Unidos, o sagu brasileiro é chamado
de (tapioca em pérola);
Em 2008, o chef norte-americano Andrew D'Ambrosi
venceu um campeonato de culinária em reality show com uma receita de Faux
Caviar (Falso Caviar), usando sagu tingido com urucum e temperado com suco de
laranja.